Viva a vida – Música

Eu não sou uma estrela de cinema, mas minha vida sempre teve sua própria trilha sonora. Eu tenho poucas lembranças da minha infância, mas todas têm relação com a música. Minha mãe era professor de Inglês e sempre ouvia música Americana e Britânica. Ela também gostava de Musicais: desde os desenhos de Walt Disney até os filmes de Gene Kelly. Meu pai gostava de ouvir música clássica e de assistir a óperas e ballets. Eu me lembro de que ele tinha uma caixa de madeira com LPs rosas e amarelos com o melhor da música clássica que tinham um grande impacto visual. Eu também gostava das capas do LPs favoritos da minha mãe: The Beatles, Elvis Presley, Bill Haley, Pat Boone e as Big Bands americanas. Aqueles grupos e cantores eram como personagens de conto de fadas e suas músicas minhas canções de ninar. Ambos gostavam de música brasileira também: Bossa Nova e MPB estavam presentes nas nossas prateleiras. Eu tive muita sorte em ser uma adolescente durante a década de 80. Muitas bandas e estilos musicais surgiram e se desenvolveram nesta década. Eu posso dizer que fui testemunha da explosão do Pop Rock brasileiro. Eu presenciei o nascimento de muitas bandas tais como Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana e Titãs. Nós íamos a um show de uma banda obscura em um dia e algum tempo depois eles estavam tocando no radio e na MTV. Era como se fizéssemos parte do sucesso deles. Minha consciência política também surgiu por causa da música. “Sunday Bloody Sunday” do U2, “Cálice” do Chico Buarque e do Gilberto Gil e “Polícia” dos Titãs são alguns exemplos. É claro que sendo brasileira eu gostava muito de samba e de Carnaval. Nós passávamos um ano inteiro planejando nossas fantasias. A música fez minhas viagens melhores: o Peru e a Bolívia não seriam os mesmos sem Los Kjarkas ou a música tradicional Andina. Quando eu visitei estes países as músicas “Ave de Cristal”, “El Picaflor” e as flautas peculiares da música Andina fizeram que a minha viagem tivesse um sentido maior; as músicas de Alejandro Sanz me fizeram companhia durante minha viagem pela Espanha; a Bahia nunca seria a mesma sem Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Chiclete com Banana ou Timbalada – Não há maneira de se descrever a sensação eletrizante que sentimos ao assistir ao ensaio da Timbalada no Pelourinho. Eu cresci ouvindo música e ela se tornou uma parte vital de mim. É como comer ou dormir. Eu não sei como muitas pessoas vivem sem música. Eu acordo com “Good Morning” da Norah Jones tocando no meu despertador e eu vou para cama ouvindo música. Ela pode mudar meu humor e já mudou minha vida mais de uma vez. Os autores de música substituíram os poetas – para o bem e para o mal – eles podem expressar sentimentos e emoções que não conseguimos. A letra é muito importante numa canção. Algumas vezes a melodia basta. Quando uma letra genial se une a uma melodia perfeita, temos então músicas que têm o poder de nos fazer chorar, rir, nos apaixonar, perdoar, tomar decisões e mudar nossas vidas. O que eu tenho ouvido ultimamente? Adriana Calcanhoto, Maria Rita, Zélia Duncan, Marisa Monte, Cássia Eller, Adele, Norah Jones, Amy Winehouse, Alicia Keys, Corinne Bailey Rae e Joss Stone. Viver a vida não é suficiente. Temos que colocar um pouco de música nela.

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