Razão número 30 – Das muitas outras razões

Babá; empregada doméstica; faxineira; prestação da casa própria; condomínio; transporte; creche; uniforme; material escolar; festinhas infantis; plano de saúde; pediatra; remédios; noites de sono; dias muiiiiito longos; almoço de domingo na casa dos sogros; outros casamentos; parque de diversões; brinquedos; veterinário; mecânico; pai; mãe; marido; esposa… Casar ou não casar: eis a questão! Em caso de tentação, pense muito bem. Pondere os prós e os contras. Assegure-se de que não está dando este passo somente por comodismo, convenção social ou até mesmo por medo da solidão. É lógico que, com a banalização do divórcio, este passo não é mais tão definitivo assim. Mas separar-se dá um trabalhão e não é um processo agradável. Quanto aos filhos, não os tenha irresponsavelmente. É um absurdo que, ainda hoje em dia, se fale em “golpe da barriga” para tentar se casar ou se manter um relacionamento. Não se deve gerar uma vida sem se ter a certeza de estar totalmente preparado psicologicamente, mentalmente e, por que não, financeiramente para isto. Ter filhos por qualquer outro motivo além deles mesmos é um ato egoísta e imperdoável. Imprevistos acontecem, mas podem ser, na maior parte do tempo, evitados e remediados. Devemos ter a consciência de que quando nos envolvemos com outro ser vivo, seja ele seu parceiro amoroso, um ser gerado (ou não) por nós mesmos ou até mesmo um animal de estimação estamos assinando um termo tácito de compromisso em doar-nos plenamente a ele, a dar-lhes o nosso amor e carinho e cuidá-los da melhor maneira possível. Se você se sentir pronto para encarar o desafio, faça-o de peito e mente abertos. Só o amor consciente vale a pena.

Para quem não entendeu nada, ou não teve paciência de ler e pulou para o fim do blog só para ver final, aí vai:

Numa sociedade que considera os valores dos nossos pais e avós ultrapassados, mas que não conseguiu construir outros modelos para substitui-los, os relacionamentos ficam muito mais difíceis. Sem papéis definidos, homens e mulheres se sentem perdidos e, muitas vezes, metem os pés pelas mãos. As mulheres oprimidas por gerações, atacam de opressoras. Os homens de caçadores se transformam em caça e reagem chegando às vias de fato. A tarefa de criar os filhos é colocada em segundo, terceiro ou nenhum plano. Criando, assim, um universo de crianças mal educadas. A falta de educação atinge também os nossos animais de estimação, que vêm adicionar mais combustível ao caos doméstico. Há pessoas que conseguem navegar e colocar ordem no caos, e que fazem dele exemplo de felicidade plena. Outros se deixam levar e são consumidos por ele. Os mais cautos, nem se envolvem e se tornam meros espectadores. Os últimos se dividem entre os que olham o caos alheio e se regozijam na sua paz e os que o invejam – pelos motivos certos ou não.

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