Sobre a autora

Não sou, ao contrário do que muitos devem pensar, nem um pouco despeitada e sempre fui muito bem amada. Tive poucos relacionamentos: todos de longa duração e que acabaram porque eu não tive coragem ou razões suficientes para dar o(s) próximo(s) passo(s). Um deles chegou até a fase morar juntos, dividir despesas, abrir um negócio e – pasmem! – até mesmo comprar uma cachorra (único motivo de dor na separação. Eu a tinha dado de presente. De presente ela ficou.). Sim, fui vítima de ciúmes doentio. Mandei-o procurar uma psiquiatra. Não, nunca apanhei nem bati, mas nunca pensei também que teria conhecimento de tantos relacionamentos violentos e disfuncionais. É claro que tive, e tenho exemplos de casamentos muito bem sucedidos. Estes casais estabeleceram um padrão alto do qual não abro mão.  Me recuso a ser caça ou caçadora. Me recuso a jogar joguinhos idiotas e seguir regras de relacionamento absurdas. Não vou para cama com qualquer um e nem dispenso o sexo seguro (mesmo nos relacionamentos de longa duração). Não bebo, não fumo, não cheiro e nem me relaciono com pessoas que tenham quaisquer vícios. Não entro em carro de pessoas embriagadas. Na verdade, não tenho nenhum contato com pessoas embriagadas. Sou pedestre por opção: não tenho e não pretendo comprar um carro novamente (a não ser que eu seja obrigada pela necessidade). Reciclo. Economizo água e energia. Desligo a torneira para escovar os dentes e lavar a louça e o chuveiro para me ensaboar, mas não deixo de dar descarga nem para o número um nem para o dois. Evito usar produtos químicos que contaminem o meio ambiente, mas a água sanitária é minha melhor amiga. Se alguém mais ecologicamente correto quiser me pagar uma faxineira, prometo que adoto o vinagre. Acho que devemos respeitar todos os seres vivos, com exceção dos insetos nojentos. Enfim: sou um pé no saco, mas geralmente atinjo só uma bola! Não sou contra o casamento nem contra a maternidade, desde que estes sejam atos conscientes e não meras tentativas de se sentir melhor consigo mesmo. Eu tenho plena consciência de que onde eu só vejo caos, muitas pessoas veem felicidade. Elas me dizem que um dia eu vou me arrepender de não ter tido filhos enquanto podia. Até hoje eu não me arrependi, mas se algum dia eu tiver vontade, mas não mais a capacidade, a adoção será o caminho – árduo, eu sei – que eu irei tomar. Durmo a noite toda muito feliz e contente atravessada na minha cama king size. Se alguém quiser um lugar nela, tem que me provar que merece. (E mesmo merecendo, se roncar vai dormir em outro lugar). Estou sozinha, mas não me sinto nem um pouco solitária. Não estou esperando pelo meu príncipe encantado vir me salvar do dragão. Eu mesma já o matei. Algumas pessoas insistem para que eu entre num site de relacionamentos. Vocês acham que se eu colocar esta apresentação no meu perfil, vai aparecer algum candidato???

Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

www.stefanopaterna.com

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5 pensamentos sobre “Sobre a autora

  1. Valéria que ser humano interessante vc se tornou… Adorei sua posição diante de vc mesma. Adorei saber que vc já matou o dragão. Adorei sua segurança e foco diante das suas escolhas e objetivos… Vc está madura, lúcida e coerente… Parabéns! Estou com muitas saudades, muitas…. Qdo vier para São Paulo quero te ver e quem sabe receber o seu autógrafo…

  2. Pingback: Viva a vida – Ame e reclame! | balzaquianos

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