Amigos para siempre

Ao longo das nossas vidas fazemos muitos amigos. Alguns permanecem nas nossas vidas para sempre, outros ficam pelo caminho por motivos diversos. E, apesar de não termos mais um contato frequente com eles, eles permanecem em nossos corações e nos lembramos deles com carinho.

Temos assim nossos amigos de infância que brincavam conosco na rua: pega-pega, esconde-esconde, queima, dono da rua e todas aquelas brincadeiras que garantiam horas de diversão e muita sujeira para tirar ao voltar para casa. Temos os amigos que aprenderam a andar de bicicleta e de patins conosco. Caímos, caíram e levantamos juntos. Alguns deles nos acompanharam na adolescência, outros ficaram na memória rodando no gira-gira e indo e vindo no balanço ou na gangorra.

Nossos amigos de adolescência sempre se destacam, pois fazem parte de todas as descobertas, boas e ruins, que acontecem neste período de nossas vidas. Eles nos oferecem muito mais que amizade. Eles nos oferecem compreensão, companheirismo e espírito de aventura. Eles nos abrem seus lares e nos acolhem em suas famílias. Passamos a fazer parte de outras famílias e nos afeiçoamos a elas como se fossem a nossa. E, como o gramado do vizinho é sempre mais verde, algumas vezes, desejamos que realmente fossem a nossa. Assim ganhamos avós de cabelos roxo que nos levam para pular carnaval e fazem nosso prato preferido. Famílias que nos levam junto nas suas viagens, nos convidam para cafés da tarde com quitutes mineiros e que nos fazem sentir como se estivéssemos em casa.

Durante este período nossos círculos de amizade começam a crescer e vamos ganhando e perdendo alguns amigos. Começam os namoros e nossas amizades mudam. Algumas vezes, os namorados vêm acrescentar. Ganhamos mais amigos e mais círculos familiares. O que nos separa nesta fase da vida são os caminhos diversos que tomamos. Principalmente se os objetivos forem também diversos. Assim perdemos o contato mais frequente e vamos nos distanciando pouco a pouco.

Na nossa vida adulta somos mais ecléticos em nossas amizades: temos os amigos de balada, os amigos de viagem, os de sair para jantar, etc. Algumas vezes, temos a sorte de ter um amigo que serve para todas as alternativas acima. São os nossos “melhores amigos”. Eles nos levam para a balada e depois para casa e, ao chegarmos às 6 da manhã, temos uma mãe nos esperando com caldo de mocotó e sermão.

Algumas vezes a vida nos leva para longe dos nossos amigos e da nossa família, mas temos a sorte de encontrar novos amigos e famílias que nos adotam. Assim fazemos os amigos mais estranhos e extraordinários de nossas vidas. A única coisa que temos em comum com eles é o fato de não pertencermos aquele local. Temos ideias diferentes, gostos diferentes e objetivos diferentes. Mas, mesmo assim, nutrimos por eles os mesmos sentimentos de amor e amizade que um dia nos uniu aqueles outros que tinham os mesmos gostos e ideias.

Temos, ainda, aqueles que estão longe fisicamente, em outros continentes, vivendo vidas totalmente diversas das nossas, mas que se fazem tão presentes que é como se continuassem vivendo ali na esquina. Eles conhecem o valor de um telefonema.

Nós culpamos as redes sociais por nos afastarem dos nossos amigos. Eu discordo. Nós nos afastamos dos nossos amigos por milhares de motivos válidos e inválidos e sempre achamos algo ou alguém para colocar a culpa. Ninguém tem culpa de nada. A vida nos aproxima e nos afasta. Cabe a nós o esforço de manter o contato.

Nos últimos dias eu recebi notícias de 3 amigas pelo Facebook e quando eu as li eu fiquei muito, muito feliz por elas e, ao mesmo tempo, nostálgica por não ser mais tão próxima delas para podermos comemorar juntas. Fiquei sabendo que uma das minhas melhores amigas será vovó, que outra recebeu um transplante e a outra caiu de moto. Caiu de moto? E você ficou feliz? Fiquei sim! Pois fiquei sabendo, no mesmo post, que a queda não tinha sido grave e que ela tinha levantado, sacudido a poeira e dado a volta por cima. Da mesma forma que ela tem feito como todos os tombos que a vida tem insistido em lhe dar.

Apesar de ter ficado com saudades do tempo em que nós todas conversávamos todos os dias e saíamos juntas, eu fiquei feliz por ter recebido notícias delas. Se não fosse pelo Facebook, talvez eu não tivesse nem mais contato com elas. É pelo WhatsApp que eu converso com a minhas amigas que moram longe e que recebi, recentemente, a foto da mãe que fazia caldo de mocotó depois da balada e notícias da filha que continua dançando, pois arrumou um marido baladeiro. E assim vamos nós, longe dos amigos, mas perto da família, que divide conosco laços de amor, carinho e amizade. Que os velhos amigos permaneçam sempre nas nossas vidas (reais ou virtuais). E que venham novos amigos!

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É falta de homem!

 

Por incrível que pareça, esta frase é, ainda, ouvida por muitas mulheres solteiras. É só uma delas reclamar de alguma coisa e ela surge, na versão original ou em outras, mais ou menos diretas.

Como o meu pavio anda meio curto, antes de que alguém me diga o que falta na minha vida, vou dar alguns exemplos de coisas que têm me irritado. Se alguém conhecer algum homem que possa resolvê-las, por favor, me apresente.

  1. Torcida organizada

Ao lado da minha casa, abriu um bar de uma torcida organizada. Eles se reúnem duas vezes por semana (quartas e domingos) para ensaiar: cerveja e instrumentos em punho, eles começam a cantar (gritar) e batucar as mesmas músicas, com os mesmos palavrões, na mesma ordem, até mais ou menos meia-noite. Sem contar os dias de jogos.

Quem me conhece, sabe que eu não me importo muito com futebol. Mas, eu não resisti ao ver tanta empolgação e, agora, virei torcedora fanática: Qualquer time que jogue contra o time deles, é o meu time do coração. Não importa se o time adversário seja o ABC de Várzea Grande do Norte. Meu coração é varzeano nortense!

Não pensem, porém, que tal empolgação repentina se deve apenas a uma pequena aversão causada pelo excesso de zelo da referida torcida. Afinal, se analisarmos bem, ficaremos com pena deles. Que destino cruel eles têm! Ao invés de terem a oportunidade de assistir aos jogos pessoalmente, de gritar e torcer pelos seus ídolos nos estádios, eles se sentam em mesas de plástico, na frente de um bar sujo, para torcer e gritar na frente de uma televisão (não é tela grande). Provavelmente, alguns não devem nem ter família ou, até mesmo, emprego. Afinal, quem pode ficar até meia-noite gritando na rua em plena quarta-feira? Pensando assim, eu quase os perdoei. Quase! Vai lá Várzea Grande do Norte, acabe com eles!

  1. Repasse de notícias falsas nas redes sociais

As pessoas perderam a noção da realidade e no afã de “ajudar” os seus contatos nas redes sociais, saem por aí espalhando rumores e notícias falsas, sem nem piscar, o que dirá checar as fontes. Uma destas notícias iniciou uma crise na minha mãe, que já dura 4 meses.

No início do ano, circulou uma notícia que dizia que o governo Temer tinha mudado as regras do recadastramento para os aposentados e que todos deveriam se recadastrar até o final de fevereiro, caso contrário teriam seus benefícios cortados. Fui ao banco com minha mãe e lá nos informaram que a notícia era falsa. As regras de recadastramento não haviam mudado e que o recadastramento dela continuava sendo em outro mês. Eles nos disseram que a notícia tinha levado muitos idosos às agências sem necessidade. Na verdade, ela se referia ao prazo para que os aposentados que não haviam se recadastrado no ano anterior, fossem às agências e regularizassem a sua situação. Mas, minha mãe ficou preocupada, acabou ficando paranoica e entrou em crise. WhatsApp e Facebook são mídias sociais para interagir com as pessoas que não estão ao nosso lado todos os dias. As notícias que circulam nestes meios não têm nenhuma credencial e muitas vezes nenhuma referência ou trazem o nome do autor. Repassar estas notícias é o carimbo final nesta geração não pensante.

  1. Indiferença aos atos discriminatórios

Que ainda temos um grande caminho ao percorrer para vencermos o racismo, o machismo e outros ismos, não é novidade. Mas a indiferença das pessoas quando veem um ato de discriminação é preocupante. Todos sabem que os americanos são racistas e, se alguém tinha dúvidas, a eleição de Trump deve tê-las elucidado. A diferença é que lá, quando alguém é vítima de racismo, milhares se levantam e protestam.

Eu presenciei um ato de transgressão da lei e racismo que me chocou pela falta de empatia das pessoas ao redor. Um motoqueiro estava fazendo o balão, tendo assim a preferência, um carro veio a toda velocidade sem parar, o motoqueiro conseguiu desviar e caiu na calçada, tirando o capacete e protestando. O motorista do carro, ao invés de parar e ver se o motoqueiro tinha se machucado, colocou a cabeça para fora da janela e gritou: “Vai trabalhar no circo, macaco! ” Neste momento haviam muitas pessoas no calçadão e nenhuma delas se dignou a se indignar. O motoqueiro colocou o capacete de volta e continuou o seu caminho. Eu voltei para casa, com vergonha de ser brasileira, pela primeira vez na minha vida.

  1. Lixo nas ruas, terrenos baldios e quintais

Todos os anos é a mesma coisa. O lixo se acumula em todos os lugares, veem as chuvas, os mosquitos se proliferam, as pessoas começam a adoecer, algumas morrem, o governo começa a fazer campanha e, só então, as pessoas começam a limpar o lixo. Não adianta fazer campanha educativa. As pessoas perderam capacidade de aprender. Eu aposto que se, ao invés de campanhas educativas, elas começassem a receber multas ao terem suas casas vistoriadas, muitas delas limpariam seus terrenos e quintais com mais afinco. Desde que, é claro, os fiscais sejam honestos e não possam ser subornados! Tudo bem. Entendi o absurdo da hipótese!

Enfim, só alguns exemplos de coisas que têm me indignado um pouco, ou melhor, muito. É, talvez, eu precise melhorar um pouco meu humor. Algum candidato?

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Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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Feliz 2018

Eu gostaria de agradecer a todos que me ajudaram durante este ano que se encerra, principalmente aqueles que se fizeram presentes, seja fisicamente ou moralmente, através de atos ou palavras de apoio. Sem a sua ajuda, tudo teria sido muito mais difícil. Muitíssimo obrigada e que durante o próximo ano, vocês recebam em dobro tudo o que, generosamente, doaram durante este. Que possamos ajudar uns aos outros e aos necessitados e que encontremos tempo para cultivar as nossas amizades, nunca deixando nos abater pelas dificuldades e tentando sempre buscar o melhor que a vida tem a nos oferecer. Que 2018 seja um ano de realizações de sonhos e que todos tenhamos saúde, física e mental, para poder vivê-los plenamente. Amo vocês.

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Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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Meu segundo amor

Há 9 anos eu conheci meu segundo amor. Do primeiro eu havia escapado corajosamente, ao vislumbrar uma vida minada por crises de ciúmes. Ao fugir do primeiro, ao escolher a razão sobre a emoção, ao sofrer demasiadamente para me manter afastada, eu achava que havia perdido a capacidade de me apaixonar perdidamente por alguém novamente. Mas, fui surpreendida, ao ser invadida por sentimentos tão fortes, tantos anos depois. Aquela sensação de que todo o resto é supérfluo. Aquela certeza de que tudo o que você fez na sua vida, o fez para estar ali, junto daquela pessoa. De que não existe outro lugar tão perfeito para recostar a sua cabeça além daquele ombro ao seu lado. Aquela falta de ar, ao perder de vista o objeto do seu amor. Aquela sensação de estar finalmente em casa, de poder dormir em paz, um sono com sonhos bons. E, tal como o primeiro, o meu segundo amor também foi correspondido. O ciúme, porém, ficou fora de cena. Mas, o fato de termos vidas distintas em lugares diferentes nos causou sofrimento, à medida que víamos que o dia de nos separarmos chegava cada vez mais próximo. Achávamos que éramos as pessoas certas, na hora errada. Nos separamos de corações quebrados. E aquele foi um ano de idas e vindas. De discussões sobre ficarmos ou partirmos juntos. Em todas elas, chegávamos à mesma conclusão: o sacrifício seria grande demais. Mais uma vez eu deixei a razão vencer a emoção. Todos, inclusive a minha mãe, achavam que eu deveria partir com ele. Viver o meu grande amor. Mas eu não acredito em sacrifícios em nome do amor. Eu fiquei. De coração quebrado, mas fiquei. Ele foi. De coração quebrado, mas foi. Mas, ele voltou mais algumas vezes. Todas as vezes que ele volta, eu rezo para que eu me sinta diferente em relação a ele. Mas, não importa quanto tempo nós fiquemos afastados, quando nos encontramos é como se o tempo houvesse parado. Nada de estranho, tudo se encaixa naturalmente. É como se tivéssemos nos encontrado no dia anterior. Já nem falamos mais em ficar ou ir. Temos nossas vidas, em países diferentes, com culturas diferentes. Por um acaso, nos encontramos no meio do caminho, um caminho que não é o meu, nem é o dele. Covardes, não colocamos nosso amor à prova. Quem sabe se sobreviveria? O problema é que acabamos nos acomodando, temos um ao outro, mas vivemos a maior parte do tempo sozinhos. Nos amamos, mas não estamos juntos nem nos momentos bons, nem nos ruins. E, talvez, depois de 9 anos, seria inteligente pensar que não somos as pessoas certas, na hora errada. Depois de 78840 horas, seria prudente pensar que, talvez, sejamos as pessoas erradas, na hora errada, no lugar errado. Mas, desde de quando o amor é inteligente e prudente? O meu, infelizmente, o é. Talvez seja a hora de conhecer o meu terceiro amor. Um amor sem ciúmes, que esteja no lugar certo e na hora certa. Talvez, eu esteja pedindo demais. Mas, nunca se sabe. Talvez seja como dizem em inglês: “The third time’s the charm”.

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Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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Meu novo livro

Acabei o meu segundo livro!

Mas, ao contrário da outra vez, meus amigos e familiares não precisam se preocupar em ter que comprar o livro. Aliás, a probabilidade de eles o lerem é muito pequena. E, mesmo se o fizerem, não saberão que fui eu quem o escreveu.

O meu segundo livro não é exatamente meu. Fui eu quem o escreveu, mas meu nome não aparecerá em lugar nenhum. Ele é o fruto de um contrato de “ghost writing”. Não se preocupem: eu não precisei experimentar nenhum fenômeno sobrenatural para fazê-lo.

Uma pessoa me contratou para que eu escrevesse o livro no seu lugar. Ela me passou um tema e as linhas gerais para cada capítulo. Me enviou alguns textos para inspiração e gravou alguns vídeos com as ideias principais de cada capítulo. Coube a mim desenvolvê-las.

A prática não é muito divulgada, mas é, com certeza, muito utilizada.

Muitas pessoas têm boas ideias, mas, muitas vezes, não têm nem o tempo, nem a habilidade para colocá-las no papel. Ao contratar um “ghost writer”, elas têm a chance de divulgar suas ideias para o público em geral.

Para ser um “ghost writer” é preciso ter muita paciência e, principalmente, muita humildade. Quando escrevemos para os outros temos que acatar os seus pontos de vista. Somos obrigados a reescrever os textos até que eles estejam de acordo com o tom que a pessoa que o contratou quer. Mesmo que, na sua opinião, o texto fique pior do que era originalmente.

O desafio é grande. Temos que aprender a pensar como a pessoa pensaria. Temos que nos retirar de cena e comandar tudo nos bastidores. Temos que saber que os créditos nunca serão nossos.

Mas, como tudo tem o seu lado bom e o seu lado ruim, se não temos os créditos, também não temos as responsabilidades. Se o livro vender bem ou não, o meu pagamento já está feito. Eu não preciso constranger amigos e familiares a comprarem meu livro, e, pior ainda, a lerem e comentarem um livro que nunca teriam comprado ou lido se não fosse pelos laços de amizade e familiares. Não terei que cobrar pelos livros não pagos ou ficar envergonhada por cobrar por algo que, se pudesse, daria de graça para todos.

Talvez, quem sabe, um dia meus dois livros se encontrem em um canto qualquer de uma livraria. E, embora completamente distintos, se sintam atraídos um pelo outro e se tornem amigos inseparáveis, unidos pela irmandade da alma. Só rezo para que a atração não seja tamanha que os levem a um caso incestuoso.

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Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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Pânico de ter síndrome do pânico

Há alguns meses, eu criei a “consciência” de que eu tinha um coração. Antes, eu sabia que ele existia, mas nunca tinha prestado tanta atenção aos seus batimentos. Comecei a acordar de noite sentindo o coração bater forte. O mesmo ocorria durante o dia.

Além da taquicardia, eu comecei a ter fortes dores no peito e fui parar no pronto-socorro.

O médico que me atendeu foi muito atencioso e, depois de realizar alguns testes, sugeriu que eu procurasse um cardiologista para checar os episódios de taquicardia, mas que achava que não era nada preocupante. Me perguntou se eu tinha refluxo e, ao ouvir minha resposta positiva, me sugeriu também procurar um gastroenterologista para verificar a dor no peito, que poderia ser causada por algum problema estomacal. A sua terceira sugestão foi para gerenciar o stress, pois tudo o que eu estava sentindo poderia ser gerado por stress, ansiedade e até mesmo pânico.

Resolvi seguir os seus conselhos e consultei um cardiologista que, depois de alguns exames, viu que eu realmente tinha alguns episódios de taquicardia, mas que não tinham relação com algum problema físico e sim com stress.

Ele me receitou um remedinho para “dar uma desacelerada” no coração.

Ao mesmo tempo consultei uma psiquiatra, que, depois de eu contar o que tinha ocorrido, me fez exatamente 5 perguntas e obteve as seguintes respostas:

1) Você chora com muita frequência sem motivo?

Não. Mas choro fácil assistindo filmes ou lendo livros que me emocionam.

2) Como estão as coisas no trabalho?

Estão ótimas. Gosto bastante dos meus alunos e das aulas que estou dando no momento.

3) Como você lida com a depressão e a síndrome de pânico da sua mãe?

Está cada vez mais difícil. Eu não sei mais o que fazer e sinto que a situação está me deixando doente. Fico preocupada, pois sei que ela conta comigo, mas não tenho mais forças para lutar contra uma coisa que ela mesma não quer lutar. As crises de choro e as ameaças de suicídio estão literalmente me matando.

4) Você é casada?

Não.

5) Tem filhos?

Não.

Diagnóstico: “Você nem precisa passar no gastroenterologista. Você não tem nada físico. Você teve um ataque de pânico e está começando uma depressão. Vai tomar um antidepressivo que tem sido bem aceito e voltar daqui a um mês.”

Saí de lá com o antidepressivo, entrei em um fórum de usuários e saí dele rezando para nunca precisar usar aquela droga.

Não tomei o antidepressivo e fui ao Gastro, que, depois de uma endoscopia, descobriu que eu estava com uma esofagite de refluxo, além de gastrite. Ele me disse que a dor que eu tive e estava tendo era da esofagite e me deu um tratamento.

Eu já estava tomando o remedinho dado pelo cardiologista, que tinha realmente dado uma “desacelerada” no coração.

Comecei então a sentir tontura e minhas mãos ficavam geladas. Como minha mãe tem síndrome do pânico, sei que estes são alguns dos sintomas. Eu estava decidida a não deixar que eles tomassem conta de mim e andei uma semana inteira pela cidade trabalhando e passando mal. Até que um dia, passando por um local onde estavam tirando a pressão, resolvi checar a minha, que estava muito baixa.

Fiquei aliviada, pois minha tontura e minhas mãos geladas não eram pânico.

Liguei imediatamente para minha médica favorita (minha prima) que me disse que o remedinho que eu estava tomando abaixava a pressão. Me disse para tomar só metade da dose e ligar para o cardiologista. Ele recomendou então que eu ficasse só com metade da dose. Depois de uma semana eu comecei a me sentir um pouco melhor, mas minha pressão voltou a cair. Prima (parar o remédio e ligar para o cardiologista), cardiologista (parar o remédio e tomar um calmante natural). O cardiologista foi extremamente atencioso, me ligou vários dias para me passar as orientações e conversou comigo (tanto na consulta, quanto por telefone) muito mais tempo que a psiquiatra. Resolvi então, confiar nele e comecei a tomar o calmante natural.

Até então, já tinham se passado 2 meses e, embora eu já tivesse fazendo o tratamento para esofagite há um mês, a melhora tinha sido bem pequena. Como eu só estava fazendo o tratamento com medicamentos, resolvi adotar uma técnica que eu aprendi há muitos anos quando tive problemas crônicos de gastrite. Comecei a cortar tudo o que eu sentia que me fazia mal. Quem me conhece, sabe que eu já não como diversas coisas. Pois é, agora a lista cresceu um pouco. 🙂

Além de mudar a alimentação, mudei hábitos: deixei de dormir depois do almoço 😦, não como nada depois das 6 horas e levantei a cabeceira da cama.

Comecei então, a melhorar. Ainda tenho alguns episódios de dor, mas bem pequenos. Comecei a introduzir algumas coisas que eu tinha cortado da minha dieta. Mas estes dois meses me abalaram muito. O pânico de ter síndrome de pânico me deixou, literalmente, em pânico.

Eu sei que nenhum de nós está acima destes desequilíbrios químicos e só eu sei o que minha mãe tem passado com esta doença.

Espero, sinceramente, que eu consiga superar tudo sem a ajuda química. Pois, sei também o que um remedinho pode causar. Começamos com um e quando vemos estamos com dez.

Mas todo este episódio foi uma lição de humildade. Na correria do dia-a-dia, nos esquecemos de prestar atenção aqueles que mais precisam.

Era o que eu estava fazendo com a minha mãe. Eu estava suprindo as suas necessidades físicas, mas tinha desistido de tentar suprir as emocionais.

Eu deixei meu instinto de sobrevivência falar mais alto que o meu filial. Mas me esqueci de que sobreviver não é viver.

Ainda não tenho a menor ideia de como ajudá-la, mas eu tenho a certeza de que eu realmente preciso tentar mais.

Eu sei que o que ela passa é 100 vezes mais forte do que eu passei. Eu não sei como ela aguenta, uma vez que a sensação é horrível.

Nós não podemos nunca nos esquecer de nos colocarmos no lugar do outro. Pois, se não o fizermos, a vida nos colocará.

Agradeço a Deus pela oportunidade e peço forças para ajudar a quem mais precisa. O caminho ainda é longo e eu não sei como começar, mas ele está aberto para aqueles que tiverem a coragem de o trilhar. Eu estou disposta a tentar, o desafio é o de convencê-la a tentar também.

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Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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Source: Pânico de ter síndrome do pânico

Muito Obrigada/ Thank you very much

Não importa a posição em que você esteja neste momento da sua vida, se você olhar para um lado você sempre verá pessoas em situações bem piores que a sua. E, se olhar para o outro, pessoas em situações bem melhores. Um olhar atento irá lhe mostrar que muitas pessoas, que aparentemente estão vivendo situações piores, estão mais felizes que você. O oposto também é verdadeiro: aqueles que parecem abençoados por tudo o que possuem não são, muitas vezes, felizes.

Não perca o seu tempo comparando a sua vida à vida dos outros. Viva o momento presente da melhor forma possível. Tudo é questão de atitude. Uma atitude positiva pode mudar fatos adversos. Não é fácil, mas é totalmente possível.

Que em 2016 possamos encontrar serenidade para encarar de frente todos os desafios, que saibamos saborear os momentos felizes e digerir os problemas sem grandes indigestões.

It does not matter which position you are in your life right now, if you look to one side, you will always see somebody in a worse situation. If you look to the other side, you will see somebody in a better situation. If you look closer, you will see that, many times, people who are apparently living in worse conditions are happier than you are. The opposite is also true. People living better lives are not always happy.

Do not keep comparing your life to others’. Live it the best way possible. Everything is a matter of attitude. A positive attitude can change negative outcomes. It is not easy, but it is possible.

I hope that we can find courage to face our challenges, knowledge to solve our problems and time to cherish the important things in our lives.

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Feliz Ano Novo!

Happy New Year!

سنة جديدة سعيدة

La mulţi ani!

Frohes Neues Jahr!

Felice Anno Nuovo!

नया साल मुबारक हो!

¡Feliz Año Nuevo!

Godt Nytår!

Godt Nyttår!

Bonne Année!

Yeni Yılınız Kutlu Olsun!

नया साल मुबारक हो!

শুভ নববর্ষ!

Šťastný Nový Rok!

Srečno novo leto!

Hyvää Uutta Vuotta!

Tau Hou Ka hari!

С Новым Годом!

Reason # 26

More and more women are choosing to focus on their careers instead of having children. Lots of men are getting desperate to have a kid of their own. Whenever a woman fells like it is about time she was a mother, the only thing she needs is a sperm donation, which can be done voluntarily or “accidentally”. It is much more complicated for men: they need a donated egg, which can only be done voluntarily, and a surrogate mother. With thousands of abandoned children living in foster homes, many people spend lots of money and time in very expensive and invasive treatments to have their own children. Narcissistic hoping to see themselves reflected, they forget that having a child from the heart can be a very rewarding solution.

Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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via Reason # 26.