É falta de homem mesmo!

Resolvi aceitar os conselhos e estou pronta para ir a quantos encontros forem necessários para conhecer o homem que irá resolver os meus problemas.

Eu estou procurando por um daqueles bem trogloditas. Machão, musculoso, que adora uma briga. Tipo eleitor do Bolsonaro e que tem um revólver guardado em algum lugar. Só um tipo assim, pode me ajudar no momento.

Estão confusos? Vou explicar!

Há uns 3 meses eu estava chegando em casa e vi alguns funcionários da Vivo cabeando o prédio onde moro. Fiquei feliz, pois assim teria uma opção a mais. Pensei em ligar no dia seguinte, mas a Vivo não perdeu tempo e me ligou. Ouvi a proposta, disse que pensaria e que qualquer coisa eu ligaria para eles. Desde de então, eles me ligam pelo menos 3 ou 4 vezes por dia. Eu já bloqueei os números, mas eles ligam de números diferentes. Já pedi para eles não ligarem mais, pois não tenho interesse, mas eles continuam ligando. Fui informada por um funcionário que não há como tirar o meu número do cadastro deles e que eles continuarão me ligando. Tentei fazer uma reclamação no site na Anatel, mas como eu não sou cliente deles e não tenho um número de protocolo de reclamação, não há nada o que fazer. Desliguei o volume do meu telefone fixo, pois assim não ouço as ligações. O problema é que acabo não ouvindo as outras ligações também.

Me desculpem, mas isso não é telemarketing, isso é assédio! Como uma companhia pode ser tão estúpida?!!! Eu era uma cliente potencial e agora se eles forem os únicos fornecedores de internet e telefonia restantes na face da terra eu compro um tambor.

E o troglodita? Onde ele entra na história? Sei lá. Talvez ele resolva quebrar uma loja da Vivo, ameaçar algumas pessoas. Talvez a história viralize na Internet e eles parem de me ligar, ou melhor, de me assediar. E se eu consegui sobreviver 3 meses ouvindo coisas não solicitadas de idiotas vários, talvez eu até me acostume com o troglo. Talvez ele saiba se comunicar pelo tambor. Afinal, eles são da mesma era. O que vocês acham?

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Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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Amor a toda prova

Eu sempre achei que o amor tinha que ser fácil: sem dramas, sem brigas e sem sacrifícios. Nunca me comovi com paixões extremas. Embora aprecie muito as obras de grandes autores, tais como Shakespeare, um amor devastador como o de Romeo e Julieta só teria lugar na ficção, na minha opinião. Mas, como tudo na vida, o ideal, talvez, esteja no meio termo. Sei que, se houvesse feito algumas concessões, eu não estaria sozinha. Não me arrependo de não as ter feito. Acho que se tivesse, aí sim, teria me arrependido.

Mas, não posso deixar de admirar aqueles que lutam com unhas e dentes pelo seu amor. Eles brigam, se separam, resolvem as diferenças e voltam a viver juntos. Eles não desistem um do outro. Eles constroem, destroem e reconstroem o seu amor diariamente e, tal qual Fênix, ele renasce das cinzas, cada vez mais forte. Cada vez trazendo ao mundo mais uma prova do seu amor. Um pedacinho de cada, com luz e vida própria, mostrando a todos que toda forma de amar vale a pena. Eles não têm medo de serem julgados. Vivem a sua vida e o seu amor da melhor forma que podem, pois têm a certeza de que é este sentimento tão arrebatador que os fortalece e os une, formando laços cada vez mais fortes, criando vidas, ensinando-os a viver o seu amor e conciliando as suas diferenças. Para eles, uma alma gêmea não é aquela nascida para completar a outra; é aquela moldada, às vezes a ferro e fogo. Forjam, assim, o seu destino, o seu amor e a sua família. Lutam sempre, perdem algumas vezes, mas sempre ganham no fim. Percorrem o caminho dos bravos, onde somente os muito corajosos e puros de coração – capazes de tudo perdoar – não se perdem. O seu destino? Aquele que escolherem!

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Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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A menininha

Era uma vez uma linda menininha. Uma princesinha loira e branquinha, tão encantadora que todos se apaixonavam assim que a viam. Tanta beleza atraiu logo os olhos invejosos da Maldade, que tentou ferir a menininha, lançando no seu corpo e na sua alma agulhas de despeito. Felizmente, as agulhas não atingiram o alvo e deixaram apenas algumas cicatrizes no corpo, pois a sua alma, tal como a de sua mãe, era daquele tipo que esquece e perdoa seus algozes.

Mas, a menininha, tendo batido a Maldade, começou a crescer com a ilusão de que tinha superpoderes e testava-os a cada oportunidade. Gatinha equilibrista no muro e na árvore. Pulando das alturas, atingindo o chão. Levitando sobre a pia do banheiro. Deixando o seu anjo da guarda enlouquecido e exausto. Algumas pessoas chegaram até duvidar do anjo, pobre coitado. Pois uma perninha quebrada aqui, uns pontinhos ali, sangue escorrendo dos múltiplos machucadinhos. O que eles não sabiam é que, devido ao grande risco que a menininha sempre corria, os pequenos arranhões que ela sofria, não eram distração do seu anjo, e sim avisos para que ela não se arriscasse tanto, para mostrar-lhe que ela tinha limites humanos, apesar dos seus superpoderes.

Tantas idas e vindas do hospital e do pronto socorro fizeram com que ela se interessasse por aqueles homens e mulheres que estavam sempre prontos para ajudá-la a colocar no lugar o que quer que seja que ela tivesse tirado fora. Sendo assim a menininha decidiu se tornar uma consertadora de gente. Escolheu consertar anjinhos que nascem de asa quebrada, pois se lembrou que em tão tenra idade a Maldade tentou também lhe ferir, e ela a venceu. Hoje em dia, luta contra a Maldade e a Fatalidade, tentando livrar os anjinhos das suas garras sujas. Muitas vezes vencendo, algumas perdendo, mas nunca perdendo a Esperança e a Alegria, suas companheiras de vida.

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Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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Meu novo livro

Acabei o meu segundo livro!

Mas, ao contrário da outra vez, meus amigos e familiares não precisam se preocupar em ter que comprar o livro. Aliás, a probabilidade de eles o lerem é muito pequena. E, mesmo se o fizerem, não saberão que fui eu quem o escreveu.

O meu segundo livro não é exatamente meu. Fui eu quem o escreveu, mas meu nome não aparecerá em lugar nenhum. Ele é o fruto de um contrato de “ghost writing”. Não se preocupem: eu não precisei experimentar nenhum fenômeno sobrenatural para fazê-lo.

Uma pessoa me contratou para que eu escrevesse o livro no seu lugar. Ela me passou um tema e as linhas gerais para cada capítulo. Me enviou alguns textos para inspiração e gravou alguns vídeos com as ideias principais de cada capítulo. Coube a mim desenvolvê-las.

A prática não é muito divulgada, mas é, com certeza, muito utilizada.

Muitas pessoas têm boas ideias, mas, muitas vezes, não têm nem o tempo, nem a habilidade para colocá-las no papel. Ao contratar um “ghost writer”, elas têm a chance de divulgar suas ideias para o público em geral.

Para ser um “ghost writer” é preciso ter muita paciência e, principalmente, muita humildade. Quando escrevemos para os outros temos que acatar os seus pontos de vista. Somos obrigados a reescrever os textos até que eles estejam de acordo com o tom que a pessoa que o contratou quer. Mesmo que, na sua opinião, o texto fique pior do que era originalmente.

O desafio é grande. Temos que aprender a pensar como a pessoa pensaria. Temos que nos retirar de cena e comandar tudo nos bastidores. Temos que saber que os créditos nunca serão nossos.

Mas, como tudo tem o seu lado bom e o seu lado ruim, se não temos os créditos, também não temos as responsabilidades. Se o livro vender bem ou não, o meu pagamento já está feito. Eu não preciso constranger amigos e familiares a comprarem meu livro, e, pior ainda, a lerem e comentarem um livro que nunca teriam comprado ou lido se não fosse pelos laços de amizade e familiares. Não terei que cobrar pelos livros não pagos ou ficar envergonhada por cobrar por algo que, se pudesse, daria de graça para todos.

Talvez, quem sabe, um dia meus dois livros se encontrem em um canto qualquer de uma livraria. E, embora completamente distintos, se sintam atraídos um pelo outro e se tornem amigos inseparáveis, unidos pela irmandade da alma. Só rezo para que a atração não seja tamanha que os levem a um caso incestuoso.

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Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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Quem se importa com o copo!

Vivemos o tempo todo cercados de clichês e lugares comuns e, muitas vezes, não percebemos a existência de pessoas e coisas extraordinárias. Nós nos perdemos num mar de monotonia e não conseguimos enxergar além, mas estas pessoas não só veem tudo mais claro: elas iluminam tudo ao seu redor.

A maioria das pessoas se divide entre aqueles que veem o copo meio cheio ou meio vazio. As extraordinárias não perdem tempo e enchem qualquer copo que aparecer no seu caminho. Se a vida lhes der limões, elas não fazem limonada. Elas fazem mousse de limão. Chorar? Só se for de emoção! Nunca pelo leite derramado. O pão delas cai sempre com a manteiga para cima. E se cair para baixo? É só dar uma assopradinha! Elas não esperam a oportunidade bater à porta: elas saem por aí abrindo todas as portas e levando oportunidades para aqueles que esperam.

Elas não são meras Pollyannas e sabem muito bem quão dura a vida é, e – por isto mesmo – não descansam enquanto não veem todos ao seu redor bem. Elas não são somente noras, elas se tornam filhas. Elas não são só cunhadas, elas se tornam irmãs. Elas não são só parte da família, são nossas amigas. Elas são esposas, mães e avós exemplares. Elas estão por aí, cheias de energia (pilha duracell?), esquecendo tudo em todos os lugares. Elas só não se esquecem do que é mais importante: das pessoas que gravitam ao seu redor. Elas são os sóis das nossas galáxias. Poderíamos viver sem elas? Talvez. Mas que vida triste seria esta!

Stefano Paterna Venedig-20

Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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23º Bienal Internacional do Livro

My book 30 razões para sermos balzaquianos e outras histórias has just been published in one of the biggest publishing events in Brazil:  23º Bienal Internacional do Livro.

I would like to thank my readers. This would never happened without your support. Thank you for your likes and comments.

Special thanks to Stefano Paterna for his photos. They have brought life to my blog.

 

23º Bienal Internacional do Livro

Gostaria de agradecer aos que compareceram ao lançamento do meu livro 30 razões para sermos balzaquianos e outras histórias na Bienal.

Fiquei muito feliz com a sua presença.

Deixo um agradecimento especial aos meus leitores. Se não fosse por vocês, nada disso teria sido possível.

 

Lançamento e tarde de autógrafos na Bienal

 

 

Definitivo_Capa – balzaquianos_02_04_2014

Prezados leitores, familiares e amigos,

Gostaria de convidá-los para o lançamento e para a tarde de autógrafos do meu livro “30 razões para sermos balzaquianos e outras histórias” que acaba de ser publicado pela editora Biblioteca 24 horas. Estarei no stand da editora na Bienal do livro de São Paulo no dia 31/08 das 16:00 às 18:00 horas. Ficarei muito feliz com a sua presença.

Beijos,

Valéria

23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

22 – 31 de Agosto de 2014 – Anhembi

O stand da editora é o F698.

 A planta da feira está no site oficial da Bienal do livro:

http://www.bienaldolivrosp.com.br/pt-BR/Exhibitors/394980/BIBLIOTECA-24HORAS

Familiares e convidados poderão adquirir os ingressos com antecedência pelo link

http://www.bienaldolivrosp.com.br/Visitar/Pensando-em-visitar/Ingressos/