Meu segundo amor

Há 9 anos eu conheci meu segundo amor. Do primeiro eu havia escapado corajosamente, ao vislumbrar uma vida minada por crises de ciúmes. Ao fugir do primeiro, ao escolher a razão sobre a emoção, ao sofrer demasiadamente para me manter afastada, eu achava que havia perdido a capacidade de me apaixonar perdidamente por alguém novamente. Mas, fui surpreendida, ao ser invadida por sentimentos tão fortes, tantos anos depois. Aquela sensação de que todo o resto é supérfluo. Aquela certeza de que tudo o que você fez na sua vida, o fez para estar ali, junto daquela pessoa. De que não existe outro lugar tão perfeito para recostar a sua cabeça além daquele ombro ao seu lado. Aquela falta de ar, ao perder de vista o objeto do seu amor. Aquela sensação de estar finalmente em casa, de poder dormir em paz, um sono com sonhos bons. E, tal como o primeiro, o meu segundo amor também foi correspondido. O ciúme, porém, ficou fora de cena. Mas, o fato de termos vidas distintas em lugares diferentes nos causou sofrimento, à medida que víamos que o dia de nos separarmos chegava cada vez mais próximo. Achávamos que éramos as pessoas certas, na hora errada. Nos separamos de corações quebrados. E aquele foi um ano de idas e vindas. De discussões sobre ficarmos ou partirmos juntos. Em todas elas, chegávamos à mesma conclusão: o sacrifício seria grande demais. Mais uma vez eu deixei a razão vencer a emoção. Todos, inclusive a minha mãe, achavam que eu deveria partir com ele. Viver o meu grande amor. Mas eu não acredito em sacrifícios em nome do amor. Eu fiquei. De coração quebrado, mas fiquei. Ele foi. De coração quebrado, mas foi. Mas, ele voltou mais algumas vezes. Todas as vezes que ele volta, eu rezo para que eu me sinta diferente em relação a ele. Mas, não importa quanto tempo nós fiquemos afastados, quando nos encontramos é como se o tempo houvesse parado. Nada de estranho, tudo se encaixa naturalmente. É como se tivéssemos nos encontrado no dia anterior. Já nem falamos mais em ficar ou ir. Temos nossas vidas, em países diferentes, com culturas diferentes. Por um acaso, nos encontramos no meio do caminho, um caminho que não é o meu, nem é o dele. Covardes, não colocamos nosso amor à prova. Quem sabe se sobreviveria? O problema é que acabamos nos acomodando, temos um ao outro, mas vivemos a maior parte do tempo sozinhos. Nos amamos, mas não estamos juntos nem nos momentos bons, nem nos ruins. E, talvez, depois de 9 anos, seria inteligente pensar que não somos as pessoas certas, na hora errada. Depois de 78840 horas, seria prudente pensar que, talvez, sejamos as pessoas erradas, na hora errada, no lugar errado. Mas, desde de quando o amor é inteligente e prudente? O meu, infelizmente, o é. Talvez seja a hora de conhecer o meu terceiro amor. Um amor sem ciúmes, que esteja no lugar certo e na hora certa. Talvez, eu esteja pedindo demais. Mas, nunca se sabe. Talvez seja como dizem em inglês: “The third time’s the charm”.

Stefano Paterna Venedig-18

Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

www.stefanopaterna.com

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Era uma vez um menininho com um grande coração

Era uma vez um menininho com um coração que era duas vezes maior do que deveria ser.

Quando a mãe dele ficou sabendo sobre o tamanho do coração do seu filhinho, ela ficou muito triste e preocupada.Os médicos lhe disseram que ele não poderia mais correr e brincar, e que eles teriam que ter muito cuidado com ele.

Mas, como sempre, os médicos só podem falar sobre o que eles sabem. Tudo o que eles sabem é baseado em aparência e função. Eles não sabem nada sobre o que é diferente. Eles não sabem ver além das aparências.

viaEra uma vez um menininho com um grande coração.

Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

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Viva a vida – Viagens e Destinos

Eu sempre amei viajar. Se me perguntassem desde quando eu gosto de viajar, eu diria que desde os dois anos de idade. Minha mãe tinha tido um aborto e tinha que ficar na cama, eu teve que ficar com a minha avó paterna. Todos ficaram preocupados, pensando que eu ia chorar e sentir falta da minha mãe, mas eu fiquei feliz em poder explorar o quintal da minha avó com os seus pequenos tesouros escondidos, incluindo seus gatos e filhotes. A casa dela se tornou um destino querido durante a minha infância. Ela costumava me levar com ela quando visitava seus amigos e familiares. Eu acho que seria correto afirmar que ela foi a minha primeira companheira de viagem e eu gostava muito de viajar com ela. [3] Alguns anos mais tarde, meu tio se divorciou e começou a nos levar aonde minha avó quisesse ir. Ele se tornou um companheiro de viagem e uma pessoa muito importante na minha vida. [4] Eu passava os feriados com eles porque eles moravam em São Paulo também. Os meus avós maternos moravam no interior de São Paulo e nós costumávamos passar nossas férias escolares lá.  Meu mundo crescia um pouco mais: do quintal da minha avó para a fazenda do meu avô. O número de pessoas também era bem maior: eu tinha milhares de tios e primos. Sempre havia pelo menos umas 20 pessoas passando as férias lá. Sempre havia alguém caindo de uma árvore, quebrando alguma perna ou braço, cortando um dedo ou dedão, correndo para o Pronto-Socorro com meu avô. Muita comida sendo preparada, muitos animais sendo mortos e depois assados (Talvez seja este o motivo da minha opção “quase” vegetariana!), tarefas domésticas intermináveis. Eu amava e amo ir para lá, mas nunca é uma opção de descanso. Este é um dos motivos pelos quais eu gosto muito de viajar sozinha ou com alguém com quem eu tenha muitas afinidades. Quando tudo envolve milhares de pessoas para fazer milhares de coisas alguém tem que sacrificar algo. Minha avó amava e ama ver a casa cheia, embora seja recompensador sempre é muito cansativo também. [5] Meus pais gostavam de viajar para outros lugares também. Eles tinham um apartamento na praia e nós íamos para lá todos os finais de semana. Havia um parque marinho próximo ao nosso prédio e os treinadores nos deixavam entrar quando o parque estava fechado para vê-los cuidar dos pinguins, golfinhos e leões marinhos. Embora eu viva em uma cidade com praia hoje em dia (pode ficar com inveja!) qualquer destino que tenha uma praia maravilhosa faz parte da minha lista, principalmente quando eu preciso relaxar. A fazenda dos meus avós e a praia não eram nossos únicos destinos. Nós viajávamos bastante. Nós fomos às “Cataratas do Iguaçu” – um das Sete Novas Maravilhas do Mundo:

Cataratas do Iguazu © Stefano Paterna

Cataratas do Iguaçu
© Stefano Paterna

Viva a vida – Viagens e Destinos.

Viva a Vida!

Eu tenho ouvido a seguinte pergunta, várias e várias vezes, desde minha adolescência: Como você consegue não se apaixonar perdidamente e manter a cabeça no lugar quando conhece alguém? A minha pergunta sempre foi: Como vocês conseguem se apaixonar perdidamente por alguém que acabaram de conhecer e perder totalmente a cabeça? Eu sempre fiquei chocada com a incrível habilidade das maioria das minhas amigas em se apaixonar pelo primeiro cara que passasse na frente delas. Bastava um beijo e elas já estavam fazendo planos para passarem o resto da vida com eles; chorando loucamente quando descobriam que eles não eram seus príncipes encantados; prontas novamente para a incessante busca do par perfeito; saindo de um relacionamento ruim para um pior ainda; prontas para ficar com qualquer um que pudesse dar-lhes uma paródia do “E viveram felizes para sempre!” É claro que existem aquelas que realmente conseguiram achar a felicidade em casamentos estáveis e formaram famílias maravilhosas. Mas outras ainda estão procurando. O grande problema é que elas fazem desta procura o único motivo de suas vidas. Elas não sabem viver a vida com um propósito diferente deste. Se elas saem, não saem para se divertir: elas saem para caçar! Se elas se exercitam, não o fazem porque é saudável e sim para ter um corpo perfeito para a sedução. Elas vão às compras e gastam o que têm e não têm para atrair os homens e manter a atenção deles. Depois de perdê-la, vão novamente e gastam muito mais para tentar preencher o vazio deixado. Elas passam fome para emagrecer e comem compulsivamente para tentar se sentir melhor. Elas têm tanto medo de ficar sozinhas que qualquer um serve. Esta nunca foi uma opção válida para mim. Eu quero alguém que acrescente algo à minha vida. Eu não tenho medo de ficar sozinha. Como eu consigo? Qual é a resposta? Viva a vida!

viaViva a Vida!.

E eles (não) viveram “Felizes para sempre”…

Algumas das histórias a seguir servem para ilustrar as razões listadas por mim neste blog. Embora tenham sido escritas com base em histórias reais, elas não o são. Elas são frutos de uma realidade paralela criada para ilustrar o meu ponto de vista. Tenho plena consciência de que ele difere muito da maioria das pessoas e minha intenção não é de convencê-las de que eu estou certa e sim de lhes mostrar que tudo tem dois lados. Tudo depende do ângulo de observação.

viaE eles (não) viveram “Felizes para sempre”….

Razão número 21 – E viveram felizes para sempre…

Por que no começo de toda comédia romântica o herói ou a heroína são, por diversos motivos, contra o casamento, mas no fim acabam convertidos, achando que ele é, na verdade, o remédio para todos os males?

viaRazão número 21 – E viveram felizes para sempre….

Razão número 18 – Macho de respeito

Muitos estereótipos masculinos e femininos servem de motivo para piadas hoje em dia. Mas, infelizmente, não é porque aprendemos a rir destes estereótipos que sabemos como fugir deles. Apesar de reconhecermos o ridículo de muitas situações, continuamos convivendo com elas no nosso dia-a-dia.

viaRazão número 18 – Macho de respeito.

Razão número 17 – Então eles se beijaram e o príncipe virou um sapo

Quantos príncipes e princesas têm virado sapos e pererecas? Muitas mulheres vão para cama com um príncipe e acordam com um sapo. Muitos homens casam com princesas e quando se dão conta têm em casa pererecas.

viaRazão número 17 – Então eles se beijaram e o príncipe virou um sapo.

Razão Número 16 – Você vem sempre aqui?

Bares e clubes noturnos são os lugares preferidos de homens e mulheres para “ir à caça” , “pegar alguém” ou para “azarar”. Depois de centenas de propagandas que tiram sarro da famigerada frase “Você vem sempre aqui?” ainda é possível ouvi-la numa dessas noitadas.

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Balzaquianos

Para comemorar meus 43 anos – 13 oficiais de balzaquiana convicta – vou publicar uma série de textos chamados “30 razões para sermos balzaquianos convictos, mas não invictos. (Afinal, o sexo oposto ainda serve para alguma coisa).” Meu único objetivo é o de expressar a minha opinião pessoal sobre a vida de solteira e sobre alguns relacionamentos amorosos.

On November, 27, 2011 I’ve started my blog to celebrate my 13 years as a “balzaquiana”, which means in Portuguese: a single woman over her thirties. This term comes from the book “La Femme de trente ans” written by the French writer Honoré de Balzac and it has been used ironically for years to refer to women who were “not capable” of getting married while they could. Nowadays, many single women over their thirties remain single not because they can’t get married anymore, but because they have chosen it.

viaBalzaquianos.