Meu novo livro

Acabei o meu segundo livro!

Mas, ao contrário da outra vez, meus amigos e familiares não precisam se preocupar em ter que comprar o livro. Aliás, a probabilidade de eles o lerem é muito pequena. E, mesmo se o fizerem, não saberão que fui eu quem o escreveu.

O meu segundo livro não é exatamente meu. Fui eu quem o escreveu, mas meu nome não aparecerá em lugar nenhum. Ele é o fruto de um contrato de “ghost writing”. Não se preocupem: eu não precisei experimentar nenhum fenômeno sobrenatural para fazê-lo.

Uma pessoa me contratou para que eu escrevesse o livro no seu lugar. Ela me passou um tema e as linhas gerais para cada capítulo. Me enviou alguns textos para inspiração e gravou alguns vídeos com as ideias principais de cada capítulo. Coube a mim desenvolvê-las.

A prática não é muito divulgada, mas é, com certeza, muito utilizada.

Muitas pessoas têm boas ideias, mas, muitas vezes, não têm nem o tempo, nem a habilidade para colocá-las no papel. Ao contratar um “ghost writer”, elas têm a chance de divulgar suas ideias para o público em geral.

Para ser um “ghost writer” é preciso ter muita paciência e, principalmente, muita humildade. Quando escrevemos para os outros temos que acatar os seus pontos de vista. Somos obrigados a reescrever os textos até que eles estejam de acordo com o tom que a pessoa que o contratou quer. Mesmo que, na sua opinião, o texto fique pior do que era originalmente.

O desafio é grande. Temos que aprender a pensar como a pessoa pensaria. Temos que nos retirar de cena e comandar tudo nos bastidores. Temos que saber que os créditos nunca serão nossos.

Mas, como tudo tem o seu lado bom e o seu lado ruim, se não temos os créditos, também não temos as responsabilidades. Se o livro vender bem ou não, o meu pagamento já está feito. Eu não preciso constranger amigos e familiares a comprarem meu livro, e, pior ainda, a lerem e comentarem um livro que nunca teriam comprado ou lido se não fosse pelos laços de amizade e familiares. Não terei que cobrar pelos livros não pagos ou ficar envergonhada por cobrar por algo que, se pudesse, daria de graça para todos.

Talvez, quem sabe, um dia meus dois livros se encontrem em um canto qualquer de uma livraria. E, embora completamente distintos, se sintam atraídos um pelo outro e se tornem amigos inseparáveis, unidos pela irmandade da alma. Só rezo para que a atração não seja tamanha que os levem a um caso incestuoso.

Val_10

Fotógrafo/Photographer: Stefano Paterna (direitos reservados/copyrighted)

www.stefanopaterna.com

Viva a Vida!

Eu tenho ouvido a seguinte pergunta, várias e várias vezes, desde minha adolescência: Como você consegue não se apaixonar perdidamente e manter a cabeça no lugar quando conhece alguém? A minha pergunta sempre foi: Como vocês conseguem se apaixonar perdidamente por alguém que acabaram de conhecer e perder totalmente a cabeça? Eu sempre fiquei chocada com a incrível habilidade das maioria das minhas amigas em se apaixonar pelo primeiro cara que passasse na frente delas. Bastava um beijo e elas já estavam fazendo planos para passarem o resto da vida com eles; chorando loucamente quando descobriam que eles não eram seus príncipes encantados; prontas novamente para a incessante busca do par perfeito; saindo de um relacionamento ruim para um pior ainda; prontas para ficar com qualquer um que pudesse dar-lhes uma paródia do “E viveram felizes para sempre!” É claro que existem aquelas que realmente conseguiram achar a felicidade em casamentos estáveis e formaram famílias maravilhosas. Mas outras ainda estão procurando. O grande problema é que elas fazem desta procura o único motivo de suas vidas. Elas não sabem viver a vida com um propósito diferente deste. Se elas saem, não saem para se divertir: elas saem para caçar! Se elas se exercitam, não o fazem porque é saudável e sim para ter um corpo perfeito para a sedução. Elas vão às compras e gastam o que têm e não têm para atrair os homens e manter a atenção deles. Depois de perdê-la, vão novamente e gastam muito mais para tentar preencher o vazio deixado. Elas passam fome para emagrecer e comem compulsivamente para tentar se sentir melhor. Elas têm tanto medo de ficar sozinhas que qualquer um serve. Esta nunca foi uma opção válida para mim. Eu quero alguém que acrescente algo à minha vida. Eu não tenho medo de ficar sozinha. Como eu consigo? Qual é a resposta? Viva a vida!

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Razão número 22 – Filhos? Por que não tê-los?

Logo depois da maratona do casamento começam as cobranças. E os filhos? Para quando? Se o casal cogitar a mais remota possibilidade de talvez não tê-los, coitados!! Todos caem encima: Como assim? Estão loucos?

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E eles (não) viveram “Felizes para sempre”…

Algumas das histórias a seguir servem para ilustrar as razões listadas por mim neste blog. Embora tenham sido escritas com base em histórias reais, elas não o são. Elas são frutos de uma realidade paralela criada para ilustrar o meu ponto de vista. Tenho plena consciência de que ele difere muito da maioria das pessoas e minha intenção não é de convencê-las de que eu estou certa e sim de lhes mostrar que tudo tem dois lados. Tudo depende do ângulo de observação.

viaE eles (não) viveram “Felizes para sempre”….

Razão número 21 – E viveram felizes para sempre…

Por que no começo de toda comédia romântica o herói ou a heroína são, por diversos motivos, contra o casamento, mas no fim acabam convertidos, achando que ele é, na verdade, o remédio para todos os males?

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Razão número 20 – Da igualdade entre os sexos

Existem tantos estudos que tentam melhorar as relações entre homens e mulheres. Pois aí vai uma sugestão: deveria haver um medicamento que simularia uma crise de TPM num homem. Só depois de passar por uma crise desta os homens seriam capazes de entender pelo que uma mulher passa. E isto mudaria radicalmente o relacionamento entre ambos os sexos. Pensando bem, o mesmo cientista poderia criar também algo que fizesse com que as mulheres sentissem o que os homens sentem quando brocham. Aí sim, creio que todos poderiam passar a ser bem mais compreensivos com o sexo oposto.

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Razão número 19 – Mulheres de respeito

Ao se falar em mulheres de respeito, devemos dizer que muitas mulheres não se respeitam hoje em dia. Seja em nome de um feminismo mal interpretado ou de um machismo às avessas, muitas mulheres se jogam na cama com qualquer um a qualquer hora, só para provar que podem.

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Razão número 17 – Então eles se beijaram e o príncipe virou um sapo

Quantos príncipes e princesas têm virado sapos e pererecas? Muitas mulheres vão para cama com um príncipe e acordam com um sapo. Muitos homens casam com princesas e quando se dão conta têm em casa pererecas.

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Razão Número 16 – Você vem sempre aqui?

Bares e clubes noturnos são os lugares preferidos de homens e mulheres para “ir à caça” , “pegar alguém” ou para “azarar”. Depois de centenas de propagandas que tiram sarro da famigerada frase “Você vem sempre aqui?” ainda é possível ouvi-la numa dessas noitadas.

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Balzaquianos

Para comemorar meus 43 anos – 13 oficiais de balzaquiana convicta – vou publicar uma série de textos chamados “30 razões para sermos balzaquianos convictos, mas não invictos. (Afinal, o sexo oposto ainda serve para alguma coisa).” Meu único objetivo é o de expressar a minha opinião pessoal sobre a vida de solteira e sobre alguns relacionamentos amorosos.

On November, 27, 2011 I’ve started my blog to celebrate my 13 years as a “balzaquiana”, which means in Portuguese: a single woman over her thirties. This term comes from the book “La Femme de trente ans” written by the French writer Honoré de Balzac and it has been used ironically for years to refer to women who were “not capable” of getting married while they could. Nowadays, many single women over their thirties remain single not because they can’t get married anymore, but because they have chosen it.

viaBalzaquianos.